RSS

CINTURÃO DE FÓTONS

22 jun


 

Existe um antigo provérbio chinês que diz: “Que você viva numa boa época!” Vivemos realmente uma época ímpar neste planeta. Ao mesmo tempo em que existem grupos humanos fazendo fogo e até mesmo disputando nacos de carne como nossos antepassados das cavernas, outros cogitam um processo de colonização de Marte. Alguns vêem estes mesmos famintos disputando comida e fogo através de telas de LCD ou em celulares na palma de suas mãos, reflexos de uma globalização sem precedentes, além de muitos outros acontecimentos independentes de qualquer caráter científico, filosófico, religioso ou moral. Acontecimentos e fatos, infelizmente, de muita especulação.
Esta é uma época de disparates. E como não poderia deixar de ser, a ciência, a Ufologia, o que ainda chamamos naTerra de espiritualidade e especialmente o bom senso são atacados por esses disparates, oriundos da  ânsia inexplicável de alguns, em casos específicos, de espalharem o pânico e o susto, de fomentarem o medo. Talvez não seja esta a intenção de todos os arautos do Apocalipse, mas certamente o resultado é identicamente nefasto. Muito mais do que a chamada omissão do bem, a ignorância se mostra cada vez mais como o pior dos males. Até mesmo pessoas altamente qualificadas e de reputação inabalável, confiáveis e nada ignorantes, se deixam levar por essa onda especulativa e imediatista de atropelo na defesa da idéia de que nosso planeta está no final de seus dias.
Neste chão, dentre tantos assuntos expostos de forma até mesmo esmerada, com supostas comprovações científicas e tudo o mais, além de alegadas mensagens de natureza espiritual obtidas através de canalizações e até mesmo de aludidos contatos com extraterrestres, um dos temas que mais chama a atenção se refere ao que se denominou de Cinturão de Fótons e sua presumida conexão com as Plêiades. O assunto impressiona pela contundência e ao mesmo tempo pelos absurdos de que se reveste, tanto de natureza científica quanto do teor do conteúdo de canalizações mediúnicas expostas.
Para quem ainda não está familiarizado com o tema, eis um pequeno resumo. Afirma-se que o Sistema Solar em seu movimento pelo espaço, traça uma trajetória orbital em torno da estrela Alcione, situada no aglomerado estelar das Plêaides, na Constelação de Touro, também conhecida como as sete irmãs ou M45, segundo a classificação do Catálogo Astronômico de Messier. Até aí, tudo bem. O problema são as sérias afirmações relacionando isso ao Calendário Maia – que hoje é a “bola da vez” para tudo – e ao aumento do número de cataclismos e de transformações na face do Palaneta Terra, inclusive a de que, em razão de tais tragédias, pouco mais de 15% da humanidade sobreviveria.
Uma dessas afirmações é relativa ao período orbital do Sol em torno deAlcione, associado ao que se conhece como precessão equinocial, perfazendo um total de 25.821 anos, considerando-se respectivas “mudanças de eras” aproximadamente a cada 2.160 anos. A segunda afirmação, ainda mais absurda que a primeira, refere-se à entrada do Sistema Solar no Cinturão de Fótons, uma região de intensa radiação e intensificação magnética, que ficaria em torno de Alcione. Nosso sistema adentraria essa faixa durante o período relativo ao que o Calendário Maia descreve como “A entrada da humanidade em uma nova raça ou o chamadoSexto ciclo do Sol ou Kinith Ahau”. Uma vcez no interior do tal cinturão, o campo magnético do Sol se intensifivaria, a radiação do cinturão em choque com a atmosfera, a aqueceria e faria chover fogo. Neste processo, dizem alguns profetas do Apocalipse, os oceanos trocaria de lugar com os continentes num cataclismo global, com vulcanismo intensificado que lançaria na atmosfera material sufuciente para promover dias inesgotáveis de trevas.
Existem ainda mais detalhes deste cenário sombrio pois o hediondo panorama é quase interminável. Mas o que é realmente revoltante é a exposição contínuade tais afirmações na mídia, sobretudo na Internet, fomentando o susto e a incerteza, além de um possível pânico na sociedade. Apesar disso, os expositores destas falácias não demonstrarem  o menor compromisso com a realidade científica dos mecanismos cósmicos aludidos e com uma situação espiritual da humanidade, apresentada muitas vezes, distorcidas. Já está mais que provado que o Universo é muito mais do que nossos cinco sentidos podem abarcar. Vamos analisar as afirmações acima uma a uma.
 Analisando as inconsistências
 Em primeiro lugar, Alcione é apenas uma das milhares de estrelas do aglomerado estelar M45. A olho nu, da Terra, contamos sete astros, mas há quem consiga enxergar mais. Todavia, tradicionalmente, são sete estrelas observadas à vista desarmada, cujos nomes são devidos às filhas de Atlas na mitologia grega, as Plêiades. Alcione não se dispõe como figura central de um suposto sistema, muito menos com a presença do Sol. Sua disposição espacial em relação à companheiras de aglomerado não sugerem plano de órbita ordenado num sistema. Nada impede que estas estrelas tenham companheiras menores numa órbita comum, pois é o que predomina no Universo. O caso do Sol, como astro estelar  único de seu sistema, é exceção. A maioria das estrelas tem companheiras orbitais – duplas (binárias) , triplas e múltiplas . Mas essas órbitas são muito próximas, na ordem de até dois anos – luz.
O Sol dista da Plêiades cerca de 425 anos – luz, o que em escala galática é muito perto, embora não o suficiente que se caracterize um sistema com o nosso Sol. E se assim fosse, jamais percorreríamos esse foco orbital em aproximadamente 26.000 anos – admitindo-se uma órbita elíptica, o que seria altamente improvável pela distância e interação de massas envolvidas, quase que desprezíveis. Para fazer isso nesse período de tempo, teríamos que percorrer tal órbita numa velocidade de 7.000 quilômetros por segundo. Nesta velocidade, em apenas um ano, as constelações já teriam mudado sua forma. Mas as estrelas também não se deslocam? Sim, mas não nessa escala. Com algumas diferenças, elas se movem em torno do centro galáctico numa velocidade variável em relação à sua distância do mesmo. Pelo conjunto de resultantes da radiação da freqüência dos 21 cm de comprimento – freqüência de 21 cm deonda do hidrogênio no espaço – determinou-se a velocidade radial do Sol no giro feito em torno do centro galáctico, algo como em 2,5 milhões de anos para uma volta completa em aproximadamente 230 Km/s. Como se vê, este númeroestá muito longe dos 7.000 Km/s necessários para estabelecer uma suposta órbita em torno de Alcione, e somente este dado científico já dsqualifica a possibilidade. Tal período orbital, na verdade inexistente, levaria, como foi mencionado, 25.921 anos relativos à precessão dos equinócios. Este disparate, de se associar um movimento natural da Terra com uma órbita absurda, é típico de quem não se preocupa com fundamentos básicos da mecânica celeste e astronomia, necessários para se estruturar tais exposições.
 A Terra apresenta pelo menos 21 movimentos distintos. Além dos mais conhecidos, ela realiza a cada 25.921 anos um “bamboleio” no espaço, um movimento oscilatório relativo à inclinação de seu eixo quanto ao plano orbital – ou plano da eclíptica – que altera a estrela referencial norte e sul a cada 2.000 anos, e o nascer do Sol no ponto vernal, no equinócio de 21 de março. Isso é o que caracteriza as passagens de eras com um signo zodiacal diferente a cada 2.160 anos, em movimento retrógrado, distinguindo todas as implicações naturais e energético-evolutivas espirituais já tão decantadas. Este sim é um fenômeno real associado ao Calendário Maia na entrada de KINITH – AHAU, ou sexto ciclo do Sol em 23 de dezembro de 2012, às 23h 43 min 41 seg GMT. Em horário sideral, 11h e 11 min. Daí o chamado Portal 11:11.
 Este novo ciclo para a humanidade e para o Planeta Terra, mencionado no Calendário Maia, também se refere ao que ele mesmo informa com relação ao alinhamento do Sol com as radiações do centro Galáctico,– uma situação que é perfeitamente compreensível se considerarmos que, além do giro em torno do centro, as estrelas da Via-Láctea executam, como uma onda, movimentos ascendentes e descendentes relativos ao plano equatorial da mesma. Como se sabe, é esta região da Galáxia especialmente rica, sobretudo em sua borda, de matéria – prima interestelar formadora de estrelas, como poeira cósmica e gases que desenham uma linha escura observada também em galáxias como a nossa, quando vistas de perfil. Exemplos disso são a galáxia de Sombrero, na constelação de Virgem e a NGC 891 na constelação de Andrômeda.
 Tal movimento faz com que o Sol e demais estrelas ascendam e/ou descendam este “plano escuro”. Teoricamente, não receberíamos os influxos de freqüência mais alta oriundos do Centro Galáctico enquanto o Sistema Solar estiver mergulhado neste ponto. Mas segundo o Calendário Maia, em 2012 sairemos desta região escura num movimento ascendente, ficando literalmente expostos à total radiação do bojo galáctico. Talvez este movimento natural explique, pelo menos em parte, tantas afirmações de caráter espiritual e energético não somente quanto a uma nova era para o nosso planeta e humanidade, mas também para outros sistemas em situação semelhante, seus influxos ainda desconhecidos e etc.
 É óbvio que, se não houver uma mudança de atitude, de consciência, de respeito e principalmente coerência por parte dos seres humanos, com certeza muita energia será desperdiçada. Mas o que se apresenta, por enquanto, é apenas a insustentabilidade da teoria que trata do fim do mundo como algo iminente e a conseqüente e execrável apologia do medo que, por extensão, forma a idéia de que a maior parte da humanidade terrestre sucumbiria por conta de uma alteração drástica de nosso sistema de vida e evolução a nível planetário e sistêmico, causada por cataclismos e perturbações oriundas do Cinturão de Fótons. A tudo isso se junta esta absurda tese de que o Sol tenha uma órbita em torno de Alcione, o que inclui as idéias fantasiosas como Nibiru e sua relação com o Calendário Maia. Informações sobre tais fenômenos e suas associações talvez tenham um fundamento bem diferente do que nos querem fazer acreditar.
 E como toda essa polêmica está centrada nas Plêiades, talvez seja bom falarmos um pouco mais delas. Este grupo estelar é formados por astros muito jovens, de apenas 150 milhões de anos, o que é muito pouco numa escala de vida estelar. Para se ter idéia, quando as Plêiades se formaram, os dinossauros já existiam na Terra. Assim, como seria possível em tão pouco tempo uma suposta civilização pleiadiana ter se desenvolvido ao ponto extraordinário testemunhado nos aludidos contatos com ETs e canalizações recebidas, quando os “interlocutores espaciais” – na visão de quem passa por estas experiências – afirmam aquela procedência? Provavelmente, existindo uma civilização pleiadiana ( e tudo indica que sim), pode–se presumir que seria composta de seres que lá se estabeleceram porém vindos de outras regiões do Cosmos e de outros tempos.
 O centro de nossa Galáxia se situa em linha de  visada na constelação de Sagitário. Com seu bojo magnífico e compactado de estrelas, deveria ser o ponto mais brilhante visto da Terra depois do Sol e da Lua. Mas porque não é? Entre a Terra e o centro galáctico existem nebulosas de absorção de luz, à semelhança do “Saco de Carvão” no Cruzeiro do Sul. Literalmente “sugam” toda a luminosidade das estrelas, não nos permitindo sua visão. Sagitário está no céu, visto da Terra, ao lado das estrelas de Escorpião. A constelação oposta à Escorpião é Taurus, que assim na verdade, está mais externa em relação ao centro galáctico do que a Terra. Nós nos situamos próximos da borda da galáxia e quase ao nosso lado, 425 anos-luz mais além estão as Plêaides que estão na constelação de Taurus. Isto significa que ,  assim como nos deslocamos em torno do centro galáctico juntamente com o restante da Via-Láctea, as Plêiades também o fazem. E como estamos a 425 anos-luz mais “internos”, as Pl~eiades mais se afastam do que se aproximam de nós.
 De forma alguma estamos contestando aqui a existência do Cinturão de Fótons ou dos pleiadianos. Ao contrário, sua própria existência e atuação estão engendradas numa lógica, embora nem sempre compreensível à nosssa primeira vista mas, certamente substancial e atuante. Sabemos que nossa realidade física, material e tridimensional é apenas um reflexo do que se manifesta em realidades superiores, de cima para baixo. Guardadas as devidas proporções todas estão inseridas num mesmo princípio, numa mesma ordem que se reflete pelo Universo numa reação em cadeia. Como consta da segunda Lei do Kaibalion, proposta por Hermes Trimegistus com base nos 42 livros de Toth no antigo Egito e sua raiz atlante: “Assim como está em cima, está em baixo, de forma semelhante e análoga”.
Um pequeno exemplo do que se quer expor está no fato de que, por mais que a egiptologia oficial ainda afirme que as pirâmides egípcias foram construídas nos reinados ds Faraós Quéops (Khufu, da IV Dinastia) há cerca de 2.500.C., Quéfren (Kheph-Ra) e Miquerinos (Men-Kau-Ra),  estes um pouco mais recentes, já se comprovou que seus ápices se alinhavam perfeitamente com as estrelas do cinturão de Órion conhecidas por nós como as Três Marias, em 10.500 a.C. Mas como? Além dessas informações, outros dados de origem estelar sugerem algo diferente não somente para as Pirâmides mas também para todo o Egito. Ou seja, não há como contrariar estrelas e suas posições. Isto vale também para outras civilizações antigas. Não há como alterar leis universais, como a própria mecânica celeste, tão aviltada ultimamente com a aludida órbita do Sol em torno de Alcione e pior, com Nibiru. Apresento um rápido texto abaixo dentre tantos alusivos ao assunto, tratando dos disparates referidos que povoam principalmente a Internet:
 “O Sistema Solar gira em torno de Alcione, estrela central da constelação das Plêiades. Essa foi a conclusão dos astrônomos Freiderich Willhem Bessel e Paul Otto Hesse, Jose Comas e Edmmund Halley depois de estudos e cáculos minunciosos. O Sol é portanto a oitava estrela da constelação – localizada a aproxim. 28 graus de Touro – e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione. A divisão desta órbita por 12 resulta em 2.160, tempo de cada era”.

Apesar de constar em livros e principalmente de muitos sites de Internet e ser apresentado em conferências e exposições, quase sempre com essa mesma redação, o que se vê acima é um grande absurdo! Os três primeiros astrônomos estiveram envolvidos em trabalhos discretos relativos ao tema e jamais afirmaram oficialmente tal situação. Edmmund Halley viveu nos sécs XVII e XVIII, mais precisamente de 1656 a 1742. Portanto, sem condições de efetuar os cálculos minuciosos mencionados para um sistema de estrelas tão longínquo, mesmo considerando sua genialidade. Foi responsável sim, pela descoberta da periodicidade dos cometas e suas órbitas elípticas de alta excentricidade e, o que mais acontece com as órbitas dos cometas, parabólicas e hiperbólicas. O Sol, ao contrário do que é mencionado acima, não é a oitava estrela de nada!!! E o texto continua…

 “Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel ou disco de radiação em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso) que foi Chamado Cinturão de Fótons. Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra. Detectado pela 1 vez em 1961 através de satélites a descoberta do Cinturão de Fótons marca o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão. A ida do homem à Lua nos anos 60 simbolizou esta expansão, já que antes das viagens espaciais era impossível perceber o Cinturão A cada 10 mil anos o Sistema Solar penetra por 2 mil anos o anel de Fótons, ficando mais próximo de Alcione. A última vez que a Terra passou por ele foi durante a era de Leão há cerca de 12 mil anos. Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros 2 mil anos dentro deste disco de radiação.”

Continuando o festival de absurdos, ainda é dito em tal texto que todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos Fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros.

“A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão. Talvez por isso os hinduístas chamem de Era de luz os tempos que estão por vir.”

O texto ainda diz que, desde 1972, o Sistema Solar vêm entrando no Cinturão de Fótons, e que desde 1998 sua metade já estaria dentro dele. Afirma ainda que a Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançnado até 2012, quando estará totalmente imerso em sua luz.

“De acordo com as cosmologias maia e azteca, 2012 é o final de um ciclo de 104 mil anos composto de 4 grandes eras aztecas.”

Como descrito, não existe evidência alguma da existência do Cinturão de Fótons conforme descrito. Em 1961 não existiam radiotelescópios e a medição de radiações cósmicas de fundo, principalmente por espectômetros, era muito rudimentar para se descobrir algo assim. Detectar tal cinturão de radiação (ainda mais de uma composição desconhecida por nós) a 425 anos-luz daqui dentro da natureza descrita por esse a demais textos e conferências, seria um feito considerável. Atualmente, mesmo com uma tecnologia tão avançada em relação com o que existia disponível em 1961, seria detectado com certeza um fluxo oscilatório alterando o magnetismo e o espaço ao redor das Plêiades tl como é descrito na natureza do Cinturão, nada além. Tudo se encontra, nas Plêiades e no restante do Universo, sem oscilação significativa dessa natureza. Mas a cada dia, uma nova descoberta se apresenta, e é perfeitamente possível a existência de tal radiação num nível dimensional ainda não pesquisado. É mais provável ainda que este Cinturão seja de natureza multidimensional e de escala galáctica, como feixes de onda adaptadora a partir do centro galáctico inundando as estrelas em sua trajetória em torno do mesmo. Mas isso ainda é uma especulação. Mas uma especulação viável uma vez que hoje se sabe que as galáxias e o Universo se estruturam a partir de uma descoberta relativamente recente: a matéria escura e a energia escura!

A cada 10.000 ou 14.000 anos o Sol comprovadamente apresenta um pico magnético de tal intensidade que acelera o “biocampo” da Terra, a chamada Ressonância Schumann, um conjunto de picos na banda de freqüências extremamente baixas (Extremely low frequency ou ELF) do espectro do campo eletromagnético do planeta, previsto matematicamente  pelo físico alemãoWinfried Otto Schumann, em 1952. Isso provocaria entro outros fenômenos, a inversão de pólos magnéticos do nosso planeta. Pelo levantamento feito em amostras de rochas de diversas estratificações geológicas, estas apresentam inversão magnética preservada à sua época. É bem provável que o Sol esteja apresentando neste momento tais picos magnéticos, influenciados não somente pelo seu próprio processo evolutivo, mas também isso associado aos influxos que recebe do espaço exterior e do centro galáctico – embora estes ocorram numa fração aparentemente mínima, mas presente.
O texto a que nos referimos continua com fatos ainda mais surpreendentes. Seu autor pretende que as supostas revelações que contém tratem das transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e na preparação a que precisaríamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional. O texto ainda diz:
“Segundo as canalizações, as respostas sobre a vida e a morte não estão mais sendo encontradas na terceira dimensão. Um novo campo de percepção está disponível para aqueles que aprenderem a ver as coisas de outra forma”.

E termina afirmando que desde a década de 80, quando aTerra começou a penetrar no Cinturão, estaríamos nos sintonizando com a quarta dimensão e nos preparando para receber a radiação de Alcione, estrela de quinta dimensão. Ora, Alcione é uma estrela de terceira dimensão como o Sol. Assim como as duas, as demais estrelas e todo o Universo também existem na qqurta, na quinta, na sexta e em suas inúmeras contrapartes num Universo multidimensional! Se assim não fosse, como se sugere, Alcione jamais seria fotografada ou vista. E as Plêiades estariam “capengas” ,  carentes de uma de suas principais estrelas.

 Mas os absurdos não param por aí. Espalhar na população o medo de uma destruição global pregada em textos falaciosos como este e como se fez com  o eclipse de 199, com as profecias de Nostradamus e agora com o Cinturão de Fótons conforme descrito, a órbita do Sol nas Plêiades, além das alusões cataclísmicas referentes ao Calendário Maia e a Nibiru é, simplesmente e tristemente, lamentável! Embora o referido material não seja enfático quanto a vaticinar acontecimentos cataclísmicos, este autor que vos escreve testemunhou várias exposições em que seus respectivos autor esse aproveitaram dele e de outros textos semelhantes. É muito simples, para não dizer cômodo,  admitir que tudo isso é relativo a um processo de “purificação planetária”, assim como é fácil dizer que precisamos abandonar nossas moradias em áreas próximas ao mar de forma desesperada, que seriam inundadas no processo. Mais difícil e complicado é estudar essas informações e verificar o que realmente tem fundamento, e o que nos trazem de útil e construtivo.
 Não precisamos de cataclismos mais do que a natural evolução geológica da Terra já apresenta. Ou que o Cinturão de Fótons conforme é descrito ou Nibiru na mesma proporção “acordem” Shiva, o “destruidor”. Nós mesmo estamos fazendo isso! Ele se levanta agora com seu trisula (tridente) em riste enquanto a deusa Kali se esvai. Tomemos apenas um exemplo disso: As pessoas que presenciaram o drama das chuvas vivido pelos catarinenses e depois na região serrano do Rio, testemunharam colinas e morros inteiros se desfazendo e desmoronando, soterrando casas e ceifando vidas. E no entanto, os atingidos estavam bem longe do mar. O que isso significa? Teria esta tragédia alguma coisa a ver com Cinturão, Nibiru ou coisa que o valha? Certamente não.
 Assim, existindo o cinturão De Fótons, provavelmente estará numa consciência de dimensão superior à nossa tridimensionalidade – talvez na quinta – .Para alcançarmos sua vibração, assim como qualquer proposta evolutiva real e séria, precisamos dominar a terceira e a quarta dimensão e tudo o que elas significam, ou seja, controlar e trinar os 7 requisitos básicos para a existência: O AMOR, PERDÃO , MUDANÇA,  DISCIPLINA, FÉ PERSISTÊNCIA E AUTO-VIGILÂNCIA.
 O não julgamento, a eliminação do medo e da dúvida, da culpa e da insegurança são necessários. Por fim, cultuar o pensamento como uma onda viva, cultivando pensamentos e ações positivas, não como aspecto de sugestionamento e sim como transformador e transmutador de nossas próprias freqüências vibracionais aliadas à pró-ação em vez da reação.
 A situação geral do planeta está felizmente mudando no que diz respeito à iniciativa de unir pensamentos e conceitos científicos, além de suas pesquisas, com o estudo e aceitação como fonte de saber de tudo o que não é material e ainda hoje se classifica como metafísico e espiritual. Mas ainda existem barreiras tanto de um lado como de outro. Ao mesmo tempo em que determinada ala ortodoxa da ciência não pode sequer ouvir falar de conceitos de natureza dita espiritual, quanto mais estudá-las, taxando aos que se dedicam a isso e os que vivenciam tais fenômenos como um bando de loucos, há o contrário. Há também aqueles que se dizem sensitivos, e que a partir de um delírio  ou devaneio qualquer, , não somente assumem isso como verdade absoluta, como desmerecem o trabalho daqueles que passam anos em laboratórios, desqualificando as pesquisas já realizadas. Isso é inadmissível e está na hora da ciência e da espiritualidade – ou que nome for dado a ela – caminharem juntas. O espiritual tendendo para o científico e o científico tendendo para o espiritual.
Precisamos ter muito cuidado para que o bom senso  e o equilíbrio não sejam comprometidos. Assim como a astronomia, a ufologia, pesquisada e vivenciada com equilíbrio e pela busca de nossas próprias raízes cósmicas, são talvez os únicos ramos do conhecimento que realmente podem moldar o caráter e ensinar um pouco de humildade. Pois olhar para o firmamento salpicado de estrelas infinitas, sabendo que fazemos parte de incontáveis humanidades existentes Universo afora, nos dá a certeza de que é questão de tempo…. pouco tempo, interagirmos novamente com outros seres numa escala que já esquecemos. Isso é de fato uma ação moldadora do caráter e de humildade, especialmente quando nos vemos apenas como uma pequena parte de uma imensa Creação, vivendo num planeta maravilhoso, mas nada além de poeira num imenso oceano cósmico.
 Assim como exposto na  posição de meditação das milenares estátuas faraônicas do Egito, uma civilização que conheceu como nenhuma outra a verdade sobre a interção do homem com a natureza e com o Universo, além da procedência dos “deuses” vindos das estrelas, tenhamos os pés no chão, olhos no horizonte e mente no infinito!
 
Paulo Iannuzzi
Samael da Estrela Polar

 
Anúncios
 

Uma resposta para “CINTURÃO DE FÓTONS

  1. Antonio Carlos Martins

    22/06/2011 at 11:11

    Mais uma vêz obrigado Anjo Isabel e a TAOS. que voces tenha um dia maravilhozo com muita Luz e Paz NAMASTÊ.

     

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: