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ROSH HÁSHANA O ANO NOVO JUDAICO

04 set

Bênçãos são derramadas dos céus no dia de hoje!
Vamos nos conectar com essa energia de Amor e principalmente muita Esperança de dias melhores para toda a Humanidade com muito mais consciência da nossa verdadeira responsabilidade!

SHANA TOVA

Belisa

Os dois primeiros dias do mês de Tishrei são Rosh Hashaná, o Ano Novo, literalmente “o cabeça do ano”. Conforme a Cabalá, há dois níveis espirituais que são chamados “cabeça”.

O primeiro e mais importante “cabeça” é a mais alta sefirá (emanação Divina) a coroa supernatural (kether), cuja imagem física na Cabalá é o crânio, que se situa acima do cérebro e o envolve. Espiritualmente, corresponde à força de vontade. Neste primeiro dia de Rosh Hashaná, “coroamos” D’us, nosso Rei, anulando nossa vontade para cumprir a Sua.

O segundo “cabeça” é a próxima sefirá, sabedoria (chochmá), ou mais especificamente, a origem da sabedoria dentro da própria coroa, que “lança” suas “flechas” – raios – de discernimento à sabedoria consciente e revelada da mente. No segundo dia de Rosh Hashaná, continuamos o serviço do dia anterior, mas com a ênfase especial da anulação de nossos “pensamentos” aos “pensamentos” de D’us (lembrando-O, razão pela qual Rosh Hashaná é chamado “O Dia da Recordação” – Ele Se lembra de nós e nós nos lembramos d’Ele).

Os dois níveis da “cabeça” – “coroa” e “sabedoria” – são considerados um só, pois no segredo do Nome essencial de D’us (o Tetragrama), eles correspondem ao yud (sabedoria) e à ponta superior de yud (coroa): ambos os níveis estão unidos na primeira letra (a “cabeça”) do Nome de D’us. (Eis por que, no que concerne a certos aspectos da Lei Judaica, os dois dias de Rosh Hashaná são considerados um dia “longo”.)

Embora a “coroa” seja a sefirá mais elevada, possui uma dimensão intrínseca, que corresponde ao prazer supra-racional que motiva a vontade. Em Yom Kipur, esta dimensão interior revela-se na terceira sefirá, “entendimento” (biná), que corresponde à segunda letra do nome de D’us, o primeiro hei. Na Cabalá, biná está associado com a imagem da “mãe” que “purifica” seus “filhos” (as emoções, como explicaremos em seguida) de suas impurezas. Neste dia, purificamos nossa consciência de toda “impureza” ao “retornarmos” a D’us (“retorno”, em geral, corresponde à propriedade da “mãe”, como está explicado no Zohar), e dedicamos nossa vida a Seu serviço e ao cumprimento de Seu propósito na Criação.

Os sete dias da Festa de Sucot correspondem às sete sefirot seguintes, os atributos do coração: as seis emoções do amor misericordioso (chessed), temor (gevurah), (tiferet), confiança (netzach), sinceridade (hod), devoção (yessod); e a origem da humildade (malchut) que estão embutidos na devoção de alguém a D’us. Somos ensinados pelo Arizal que os sete componentes das Quatro Espécies que “balançamos” em Sucot (os três ramos de murta, os dois ramos de salgueiro, o próprio lulav e o etrog), correspondem a estas emoções do coração. Estes sete níveis – dias – estão todos incluídos no segredo da terceira letra do Nome de D’us, o vav. Em nosso serviço Divino, estes são dias de irradiar a luz da alegria (na liturgia, Sucot é chamado “o tempo de nosso júbilo”) a cada uma das emoções de nosso coração.

No oitavo dia, Shemini Atsêret, “absorvemos” (tornamo-nos “grávidos”) com as luzes que brilham durante o mês de Tishrei. Este é o segredo de nossas preces pela chuva, para permear e fertilizar o solo, neste dia. Isto corresponde à sefirá final, malchut, que corresponde à quarta letra do Nome de D’us, o hei final. Na Cabalá, malchut está associado com a imagem da “noiva”, cujo casamento com seu “noivo” é consumado neste dia. O serviço de Shemini Atsêret é para nos “abrir” completamente, em humildade (malchut), para trazer o Divino fluxo de luz e energia para dentro de nosso ser.

Simchat Torá (parte do oitavo dia em Israel; o nono dia na Diáspora) é o segredo da declaração do Sefer Yetzirá, “o final está encravado no início.” Por esta razão, concluímos a leitura da Torá e a recomeçamos novamente neste dia. Malchut retorna a keter, ao seu mais sublime nível de fé simples e absoluta (acima mesmo do prazer dentro da vontade, a dimensão intrínseca de keter, como foi explicado acima a respeito de Yom Kipur). Em Simchat Torá, dançamos em voltas e voltas, sem parar, com o rolo da Torá. Este nível mais elevado de keter se espelha em nosso foco na experiência de nossos pés dançantes, o nível inferior de nosso corpo. Na fé simples, não há começo nem fim; tudo é uno, absoluto.

Que seja a vontade de D’us que sejamos privilegiados de vivenciar todas as revelações acima descritas, e que sejamos todos abençoados com um ano bom e doce, em todos os aspectos materiais e espirituais, culminando com a revelação de Mashiach e a verdade e suprema redenção para o mundo todo.
Por Rabino Yitschac Ginsburgh

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