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DOMINGO DE RAMOS

29 mar

DOMINGO DE RAMOS

O período de Quaresma começou na Quarta-feira de cinzas, dia a seguir ao Carnaval e que encerou esta época festiva de tradições pagãs.

Na verdade, as cinzas são um dos símbolos mais significativos da religião cristã, e simbolizam uma espécie de necessidade de mudança, a certeza de que nelas se vai encontrar um novo rumo e esquecer coisas passadas.

O início da Quaresma inicia-se exatamente com todo este ritual e misticismo em volta das cinzas.

Tradicionalmente, as cinzas são feitas com a queima dos ramos do Domingo de Ramos do ano anterior, e as pessoas que procuram as cinzas têm somente um único objetivo: tentar unir-se a Jesus Cristo, para que encontrem a salvação e libertação pela qual ansiavam.

Este é um dos sentidos que pode ser atribuído às cinzas, mas há apenas quem cumpra este ritual por uma questão de respeito e sem qualquer desejo adjacente.

A Quaresma funciona como uma época de reflexão. É nesta altura que se apela por uma mudança, mas para tal é necessário perceber os erros e os defeitos nesse estado de consciência espiritual que é a Quaresma..

O Domingo de Ramos, por exemplo, é um pequeno cortejo no qual as pessoas levam ramos de oliveira, loureiro ou alecrim. Após a missa, os ditos ramos são benzidos. De seguida, os ramos vão-se queimando em casa para afastar os maus espíritos, agouros,  catástrofes, maus olhados, entre tantos outros males.

O culminar da Quaresma acontece na Páscoa. No Domingo de Páscoa é tradição em muitas zonas do país ser feita uma limpeza geral às casas, caiam-se as paredes, confeccionam-se bolos e doces, almoçando toda a família junta.

A Quaresma é assim um tempo de reflexão, meditação, silêncio, época na qual são evitados os luxos, a carne, especialmente na semana que antecede a Páscoa ou somente na Sexta-feira Santa, em sinal de penitência por todos os pecados cometidos.

Mas, este tempo de Quaresma termina em festa, em união do povo, e de transformação da vida de cada um. A Páscoa é, por isso mesmo, o momento da salvação, da libertação e mudança, em que há uma reconciliação com os outros, com o mundo, e com nós mesmos.

Enquanto durar esta época de Quaresma, a ordem é para meditar e refletir. Abstrairmo-nos de coisas supérfluas e pensarmos um pouco melhor sobre o que nos rodeia, quer sejamos ou não crentes.

Quando a Páscoa trouxer com ela o findar deste período de reflexão, as coisas parecer-lhe-ão muito mais belas e valiosas.

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